
Mesmo antes do lançamento, o blog já recebe críticas. Se quando era candidato, Barack Obama abusou das redes sociais. Ao assumir o cargo, passou a gravar vídeos semanais, colocar todo o conteúdo disponível para republicação e tornar disponíveis todas as leis propostas cinco dias antes de serem sancionadas. E abriu um canal para a população dizer o que achava.
Todo o portal da Casa Branca foi modificado. No caso do Lula, só o blog será lançado. O site da Presidência continua o mesmo. "Parece ‘forçação’ de barra", opina a pesquisadora em mídia social da PUC-RS Ana Maria Brambilla. "É uma ação tardia, seguindo o monte de políticos que foram para a web agora."
A ideia é chegar aos mais jovens, afirmaram os responsáveis no anúncio, em junho, durante o Fórum de Software Livre. "Percebemos que há muitas pessoas, principalmente os jovens, que se informam só por blogs", disse o coordenador, Nelson Breve. A questão é que nem só jovens leem blogs. "E só serão atingidos jovens escolarizados que acessam a web. Muitos ficam de fora", diz o blogueiro Tiago Dória.
No blog, apenas o Planalto falará. As pessoas não poderão comentar. Será uma comunicação de mão única e oficial sem a possibilidade de resposta, característica forte dos blogs (aí há uma semelhança com o blog da Casa Branca, que também não permite comentários). "É até compreensível não ter comentário por deixar o blog vulnerável. Mas o blog existe pela conversa. Sem ela, perde-se o sabor", diz o blogueiro Juliano Spyer. A justificativa do governo, conforme o Link apurou, é que "não há pessoal disponível para moderar comentários".
Outra questão é o próprio conteúdo. "É importante que o Lula apareça pelo menos duas vezes por semana no blog. Pode ser por vídeo", diz o blogueiro Alexandre Inagaki. "E o conteúdo não pode ser propaganda. É preciso transparência, informações úteis. Se o Lula não é o blogueiro, é preciso saber quem bloga", completa Dória.
By: Estadão.
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