Num dos momentos mais infelizes – e olha que foram muitos… -, o presidente Lula fez ontem, num discurso, uma grosseria com a Secretaria de Estado americana, Hillary Clinton. Lula disse que a recebeu apenas por deferência a Celso Amorim, uma vez que por uma questão hierárquica não tem nada a discutir com ela. “Quando o presidente Obama vier ao Brasil, então discutirei com ele”, concluiu.
E olhem que o discurso de Lula começou exatamente tratando do chamado completo de vira latas brasileiro. Lula se apresenta como a própria superação desse complexo, mas acaba com seu gesto demonstrando exatamente o contrário do que queria afirmar: um ressentimento que só pode brotar de uma sensação de inferioridade.
Um presidente do Brasil, sempre que possível, deve receber chanceleres e aprender alguma coisa com eles. Jamais deve fazer referência pública depreciativa a um desses encontros. Mandela recebe até hoje jogadores de futebol do Brasil, reservas ou titulares.
É muito raro, quase impossível, um Presidente da República ser descortês em público com um dignatário estrangeiro, seja ele norte-americano, suíço ou guatemalteco. Só um processo psicológico muito especial pode explicar esta vontade de se vangloriar em público, depreciando o outro, no caso a mulher que é recebida com seriedade por qualquer dirigente mundial.
Clique e leia: “Lula diz que imprensa foi subserviente com Hillary” (Estado de São Paulo)
By: Gabeira Blog.


















1 comentários: on "Grosseria presidencial"
Primeiro (e ele deveria saber melhor do que ninguém) que o grosso das asneiras que geraram a retaliação foi feito pelo governo anterior, do qual ela e o marido foram opositores ferozes;
Segundo (e ele deveria saber melhor do que ninguém) que ela veio em nome do presidente Obama, portanto responde temporáriamente por ele sobre qualquer assunto de Estado;
Terceiro (e ele deveria saber melhor do que ninguém) que hierarquia não significa superioridade ou infeiroridade, apenas difierença de níveis de responsabilidade, nem a Rainha da Inglaterra dá tanta pelota para burocracia hierárquica, se atendo aos protocolos mais essenciais;
Quarto (e ele deveria saber melhor do que ninguém) o padrão de vida do trabalhador nos Estados Unidos é exemplo a ser seguido pelo Brasil;
Quinto (e ele não vai gostar se souber) despejarei meu cabedal técnico para convencer as pessoas a darem preferência a Cadillac, Lincoln, Buick e outros tanques de guerra americanos. Sabia que os Cadillac têm suspensão por repulsão magnética? Eles literalmente flutuam sobre os pneus. E os motores... Duram décadas sem pedir retífica.
Postar um comentário
Oiêee!
Obrigada por visitar meu blog. Volte sempre.