Michelle Obama, contra a obesidade infantil

 

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Toda primeira-dama americana que se preze tem sua causa de estimação. A tradição ganhou visibilidade na década de 1960, quando Jacqueline Kennedy, mulher de John Kennedy, decidiu restaurar a Casa Branca. Rosalynn Carter, a senhora Jimmy Carter, fez campanha pela aceitação dos doentes mentais. Agora, a atual primeira-dama, Michelle Obama, transformou a luta diária para fazer suas filhas comer brócolis em questão de Estado. A meta de Michelle é acabar, em uma geração, com a epidemia de obesidade infantil. “É a primeira vez em que alguém com esse status leva tão a sério um problema nutricional”, diz Marion Nestle, professora da Universidade de Nova York. “Michelle não tem poder de legislar, mas sua liderança fez com que a opinião pública se preocupasse com o assunto.” Em 30 anos, triplicou o número de crianças obesas nos Estados Unidos. Hoje, uma em cada três está acima do peso.

Formada em sociologia em Princeton e em Direito em Harvard, Michelle pediu licença de seu cargo como executiva do Centro Médico da Universidade de Chicago para se dedicar às funções de primeira-dama. Aos 47 anos, mãe de Malia, de 12, e Sasha, de 9, ela formalizou sua campanha contra a obesidade infantil em fevereiro do ano passado, quando lançou o programa Let’s Move (Vamos Nos Mexer). “Esse é o tom exato para um cargo simbólico e de muita visibilidade”, diz Susan Reverby, professora de questões de gênero da Wesllesley College, instituição voltada para o ensino de mulheres.

Até o lançamento do programa, a atuação da primeira-dama tinha sido informal. Em março de 2009, poucos meses após a posse do presidente Obama, Michelle plantou uma horta orgânica nos jardins da sede do governo e instalou ali colmeias produtoras de mel. Em outubro, ela correu, alongou e bamboleou no gramado em frente à Casa Branca, junto com estudantes de escolas públicas americanas. Em maio de 2010, Michelle lançou uma proposta nacional com 70 ações, que incluía a análise do impacto dos impostos extras sobre a venda de alimentos pouco saudáveis. Em agosto, publicou um artigo no jornal Washington Post pedindo a aprovação de uma lei para melhorar a alimentação nas escolas – a lei passou. Ao mesmo tempo, sua equipe começou uma negociação com a Associação Nacional dos Restaurantes para criar cardápios especiais para crianças, com leite no lugar de refrigerante e cenoura em substituição à batata frita. E instou os fabricantes de comida processada a colocar informações nutricionais mais claras no rótulo dos produtos. Sua mais recente vitória aconteceu em janeiro deste ano: Michelle anunciou um acordo com a rede Walmart, uma das maiores varejistas do mundo. A empresa se comprometeu a reduzir o preço das frutas e verduras e a diminuir a quantidade de gordura, sal e açúcar em seus produtos.

Ainda é cedo para saber se o projeto Vamos Nos Mexer terá efeito no peso e nos hábitos das crianças americanas. Mas, ao dirigir-se às famílias e conseguir colocar na mesa o Congresso e a indústria de alimentos, Michelle está provando que primeiras-damas com causa podem ser mais que peças de decoração política.

By: Época


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2 comentários: on "Michelle Obama, contra a obesidade infantil"

Nanael Soubaim disse...

Que mulher útil!

New disse...

Por ser inteligente. Igual e tal a nossa primeira ex-dama... kkkkk....
bjs

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