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Aneel: compensação pelas falhas no serviço...


A partir de janeiro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai mudar a forma como pune as distribuidoras por interrupções no fornecimento de energia. Em vez de cobrar uma multa pelo descumprimento de metas coletivas de qualidade, a Aneel vai adotar um novo sistema, pelo qual as distribuidoras terão que repassar diretamente ao consumidor, na conta de luz, uma compensação pelas falhas no serviço. E a qualidade do fornecimento de energia será medida por parâmetros individuais, ou seja, por falhas em cada unidade atendida pelas distribuidoras. [...]
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Internet pode baratear energia elétrica


O uso da rede elétrica para a distribuição de serviços de internet em alta velocidade poderá baratear as tarifas de energia. Proposta da área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que examina o assunto, prevê que 90% da receita obtida pelas distribuidoras de energia com o aluguel dos fios para as empresas de internet terá de ser empregada na redução de tarifas de eletricidade.

A resolução que definirá as regras para o uso da internet pela rede elétrica deve ser votada pela diretoria da Aneel ainda neste mês. O assessor da Superintendência de Regulação da Distribuição, Carlos Mattar, disse à Agência Estado que o critério já é utilizado no aluguel de postes para passagem dos cabos da telefonia. "A distribuidora não tem custo nenhum (com isso)." Ele explicou que, se houver necessidade de investimento na rede, a empresa de telecomunicações é que arcará com o custo. O mesmo ocorre com os postes. "Ela (a distribuidora) não vai investir um centavo e ainda vai ganhar 10%."

A resolução da Aneel, segundo Mattar, deixará claro que a locação não pode comprometer nem alterar o fornecimento de energia elétrica. Pela legislação, as distribuidoras não poderão operar diretamente os serviços de internet. Se estiverem interessadas em entrar no negócio, terão de criar uma subsidiária específica.

Até o fim do ano a Aneel deve fixar o valor que as distribuidoras poderão cobrar pelo aluguel dos postes para as empresas de telefonia. Hoje, como não há uma regra, cada uma cobra o que quer. Os preços variam de R$ 1 a R$ 16 por mês por poste, a média é de R$ 3. A definição do valor fixo vai ajudar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no cálculo das tarifas das concessionárias de telefonia fixa, uma vez que será possível saber quanto cada empresa pagou pelo aluguel.

By: Xeret@.
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Conta de luz poderá variar com o horário do consumo

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda uma ampla reestruturação do sistema de tarifas de energia elétrica do País. Uma das idéias é estimular, pelo bolso, a mudança de hábitos do consumidor visando ao uso mais eficiente da energia.


A agência analisa a hipótese de fazer com que as distribuidoras cobrem dos clientes residenciais tarifas diferenciadas, de acordo com o horário, como ocorre com a telefonia. Isso hoje não é possível pelo modo como funciona o setor, em que as tarifas da baixa tensão (residências e pequenos comércios) são unificadas dentro de área de cada empresa.

A Aneel estuda a possibilidade de a energia gasta em um banho, por exemplo, ser mais barata se o consumidor ligar o chuveiro fora do horário de pico: entre o fim da tarde e o começo da noite, quando a maioria das pessoas chega em casa do trabalho.

"Hoje o gerenciamento de demanda na chamada baixa tensão não existe. E nós vemos isso como algo desejável. Porque os consumidores sempre respondem ao sinal do preço - e eles devem ter essa oportunidade", disse à Agência Estado a diretora da Aneel Joísa Campanher Dutra.

A distinção de tarifas motivaria um uso mais eficiente e econômico da energia, reduzindo a necessidade de novas usinas. Ao longo do dia, o consumo residencial é praticamente linear, com exceção do pico entre as 18 horas e as 21h e de uma ligeira elevação entre as 6h30 e as 7h, quando muita gente toma banho antes de ir trabalhar.

Do ponto de vista legal, a adaptação para tarifas flexíveis pode ser feita pela própria Aneel. Mas ainda não há prazo. A agência, aliás, já está há cerca de dois anos realizando estudos para tentar rearranjar a estrutura tarifária das distribuidoras, que inclui, além das residências, os clientes de alta tensão, como as indústrias.

"Todo esse debate terá ainda de ser submetido a uma audiência pública, que não tem data para ser feita. Até porque não temos uma proposta fechada. Estamos na fase de diagnóstico do problema", disse Joísa. A Aneel chegou a promover um seminário internacional no mês passado.

Para pôr em prática as tarifas flexíveis nas residências seria também necessário disseminar o uso dos chamados medidores eletrônicos, porque, com os tradicionais, analógicos, a diferenciação por horário de consumo não seria possível. Isso, porém, não seria um empecilho muito grande, uma vez que esses aparelhos - já usados por empresas como a Ampla, do Rio - ajudam a combater fraudes e os chamados "gatos".

Outra tecnologia, em fase de regulamentação, que pode favorecer a flexibilização das tarifas é o chamado PLC (Power Line Communication), que é a internet pela rede elétrica.

"As pessoas falam que a indústria de energia passou muito tempo sem grandes inovações. Agora, por conta da medição eletrônica e do PLC deveremos ter mudanças importantes e rápidas", disse Joísa. A Aneel já trabalha na elaboração de um modelo para o uso geral do medidor eletrônico no País. Hoje, as instalações que existem são por decisões voluntárias das empresas. Hoje há 400 mil desses instrumentos instalados no País.

No caso das tarifas de alta tensão (indústrias, em sua maioria), o problema é outro. Existem preços diferenciados para diferentes classes de consumo. Mas a preocupação é de que, em alguns casos, o "sinal" do preço pode induzir um determinado cliente a tentar mudar de faixa de consumo. "Se você tem uma oscilação (de preço) muito grande de um ano para o outro, pode induzir uma movimentação por parte do consumidor. Ele pode, por exemplo, sair do sistema no horário de pico, colocando um gerador a diesel para funcionar."

By: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
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Restituíção por prejuízos com queda de energia

Fique de olho vivo mesmo no escuro.


A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou no último dia 14, uma resolução que estabelece regras mais severas que obrigam as distribuidoras de energia ressarcir seus clientes que tiveram equipamentos queimados por problemas na rede elétrica. A principal mudança do prazo que foi reduzido de 90 para 45 dias, entre o pedido feito pelo cliente e o ressarcimento do bem avariado pela distribuidora.

Comprovado que um equipamento queimou em virtude de problemas na rede elétrica, a distribuidora tem que ressarcir o cliente em dinheiro ou substituir o aparelho por outro igual ou similar. O consumidor deve primeiro procurar a concessionária e, no caso de negativa da distribuidora, pode recorrer à Aneel ou às agências reguladoras estaduais.

Outra mudança é o valor da indenização que passa a ter atualização monetária (IPCA). O consumidor paga o conserto do bem e o valor é corrigido monetariamente. O ressarcimento pode ser usado também para compensação de débitos pendentes, quando houver inadimplência por parte do cliente com a companhia de energia. A indenização, no entanto, não gera crédito para o pagamento de futuras contas de luz.

O ressarcimento já é exigido das empresas, mas um levantamento da agência mostra que os clientes têm tido dificuldades em cobrar seus direitos, uma vez que os pedidos são indeferidos. A Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição (SRD) da Aneel fez, em 2007, um estudo sobre 568 solicitações de ressarcimento por danos elétricos negados por distribuidoras. Em 51% deles, a empresa alegou que não houve relação entre os problemas na rede elétrica e a queima do aparelho, enquanto a Aneel comprovou o contrário.

A recomendação da Aneel é para que o consumidor telefone imediatamente para a concessionária quando ocorrer queda de energia, que causar a queima de equipamentos, registrando o ocorrido. Além disso, é importante que o cliente peça o número do protocolo do registro da reclamação, que pode ser usado como mais um elemento na hora de dar entrada no processo de ressarcimento.

As novas regras entram em vigor quando forem publicadas no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer provavelmente nesta semana.

By: G1 e Estadão.
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Internet pela rede elétrica: regulamento em vigor


Entrou em vigor nesta segunda-feira, 13, o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências por Sistemas de Banda Larga por Meio de Redes de Energia Elétrica. O documento, chamado informalmente no setor como regulamento do PLC (tecnologia Power Line Communications), permite que empresas de telecomunicações usem a rede elétrica para prestar serviços de internet e sofreu poucas alterações com relação à proposta colocada em consulta pública em agosto de 2008.

O ponto que sofreu mais protestos dos futuros prestadores do serviço, o fato de que a oferta de banda larga por meio da rede elétrica (BPL) será em caráter secundário, foi mantido no regulamento editado hoje. Operar em caráter secundário significa que a oferta estará à mercê de interferências e não poderá prejudicar os serviços ofertados em caráter primário. Em contrapartida à manutenção da restrição, a Anatel retirou uma parte do detalhamento sobre as exigências envolvendo a preservação das operações em caráter primário - atualmente são serviços ligados às Forças Armadas que estão na faixa do serviço.

A segunda parte da regulamentação da nova oferta de internet, relacionada com o acesso às redes das concessionárias de energia elétrica, ainda está em consulta pública na Aneel. A proposta de regulamento da agência reguladora do setor elétrico está aberta para contribuições até o dia 13 de maio. As principais interessadas na liberação da oferta de dados via PLC são as empresas do setor elétrico. Algumas já constituíram empresas de telecomunicações nos últimos anos e precisariam apenas da validação das normas para iniciar, mesmo que de forma tímida, uma oferta comercial dos serviços. Segundo técnicos da Aneel e da Anatel, a tecnologia PLC ainda não está completamente consolidada e, no momento, algumas empresas ligadas às concessionárias do setor elétrico têm feito testes com o sistema.

By: Teletime News.
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