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By: Xeret@
Chegando a custar R$ 80 mil, os transplantes de medula óssea no Brasil deverão estar nos pacotes oferecidos por planos de saúde a partir de 1º de junho, mostra reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (11).
Os planos também deverão oferecer um exame que detecta diversos tipos de câncer e, no caso dos odontológicos, tratamentos conhecidos como bloco e coroa estão inclusos na lista do que deve entrar nos pacotes em junho. Os exemplos são parte de 70 procedimentos que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) determinou para fazer parte do pacote mínimo vendido pelas operadoras.
A atualização das medidas beneficiará 43,7 milhões de pessoas que têm plano médico ou odontológico contratado após janeiro de 1999, quando entrou em vigor a lei que regula o mercado.
O transplante de medula a ser incluído nos planos é o alogênico, quando a doação é feita por outra pessoa. O caso autólogo, em que a medula é retirada do próprio paciente, já faz parte dos planos. A medula transplantada é indicada principalmente para tratar a leucemia, tipo de câncer que atinge as células do corpo.
Já o exame de câncer que integrará os pacotes de saúde é o PET/CT, que identificar a doenças em estágio inicial e mostra, em tempo real, de que maneira o organismo reage aos tratamento. Na rede privada, este tipo de exame pode custar em torno de R$ 3,5 mil.
O BBG, um aditivo comum que dá cor, por exemplo, a um dos sabores do isotônico Gatorade e a confeitos M&Ms, revelou-se promissor para a prevenção do dano secundário que segue uma lesão traumática da medula espinhal. Em estudo publicado nesta terça-feira (28) na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rochester liderados pela neurocirurgiã Maiken Nedergaard informam que o composto Brilliant Blue G (azul brilhante G) detém a sequência de eventos moleculares que pioram o estrago (resultam em dano secundário) à medula nas horas imediatamente após a lesão. A escalada de efeitos sobre os neurônios disparada por inflamação acaba ampliando a área afetada na medula e piora, permanentemente, a paralisia dos pacientes.
Nesse processo, o “armazém” de energia do organismo, uma substância conhecida por ATP (trifosfato de adenosina, na sigla em inglês), toma conta da área lesada da medula em níveis centenas de vezes superiores ao normal, e gruda na molécula P2X7. A dupla ATP-P2X7, por sua vez, estimula exageradamente as células nervosas, que acabam morrendo por puro e simples stress. O ATP acaba devastando as neurônios motores não atingidos, portanto, saudáveis.
Uma injeção intravenosa do corante neutraliza justamente a ligação com o receptor P2X7, cortando esse processo de curto-circuito neuronal que pode ser ainda mais destruidor que a lesão de origem. Os ratos melhoraram a ponto de conseguir voltar a andar, ainda que mancando, e com o inconveniente estético de ficarem azuis por um certo período. Os que não receberam BBG nunca mais voltaram a andar.
Maiken ressalta que, a despeito de ser promissora, a técnica ainda vai levar anos para ser aplicada em humanos. Além disso, só será útil para pacientes que acabaram de sofrer lesão medular, e é inútil mais de 24 horas depois do trauma.
By: G1.

